sábado, 13 de maio de 2017

A Visão era mais brilhante que o sol!


E a Senhora do Rosário despediu-se, pela última vez, dos seus três confidentes, abriu as mãos, fê-las refletir aos fulgores solares e enquanto se elevava, a sua luz não deixava de se projetar no disco luminoso.
A Visão era mais brilhante que o sol!

A Lúcia, sem despegar o seu olhar da radiosa Aparição, grita para o povo:
-Lá vai ela! Lá vai ela! Lá vai ela! Olhem para o sol!
Junto do astro-rei uma nova Visão deslumbra as privilegiadas crianças.
É São José com o Menino Jesus e Nossa Senhora - a Sagrada Família 
São José, vestido de branco, emergia das nuvens deixando ver apenas a parte superior do tronco. O Menino no seu braço esquerdo. vestia de vermelho e via-se inteiramente. Nossa Senhora estava à
direita do sol, de corpo inteiro, vestida de vermelho e com um manto azul que lhe cobria a cabeça e que caía solto.
São José traça por três vezes, no ar azul, uma cruz, abençoando aquela multidão enorme ajoelhada na Cova lamacenta.
Desvanecida esta aparição, outra lhe sucede. É Jesus Cristo, ao lado direito do sol, vestido de vermelho, e sua Mãe Santíssima com as características de Nossa Senhora das Dores, vestida de roxo, mas sem espada no peito.
O Divino Redentor lança também a sua benção sobre o povo. Apagada esta Visão, parece-lhe ainda à Lúcia ver Nossa Senho­ra, agora com as características de Nossa Senhora do Carmo, deixan­do cair qualquer coisa da mão direita.
E as Visões do Céu da Fátima extinguiram-se para sempre.

Enquanto as crianças contemplavam extáticas as celestiais per­sonagens, operava-se diante dos olhos do povo ali reunido e a quem a Lúcia grita: - Olhem para o sol -o milagre anunciado, estupendo como ninguém teria ousado esperar.
«A gente olhava perfeitamente para o sol - conta-nos o pai da Jacinta - e ele não estorvava. Parecia que se fechasse e alumiasse, uma vez dum jeito e outra doutro. Atirava feixes de luz para um lado e para o outro e pintava tudo de diferentes cores - as árvores e a gente, o chão e o ar. Mas a grande prova é que o sol não fazia
perturbação à vista.
Estava tudo quedo, tudo sossegado; todos com os olhos nos astros.
A certa altura, o sol parou e depois começou a dançar, a bailar; parou outra vez e outra vez começou a dançar, até que por fim pareceu que se soltasse do Céu e viesse para cima da gente. Foi um momento terrível!».
Também a Sr.a Maria da Capelinha viu num dado momento que o sol começava a desandar e a mexer.
«Fazia diferentes cores, amarelo, azul, branco, e tremia, tremia tanto; parecia uma roda de fogo que vinha a cair sobre o povo.
A gente gritava: -Ai Jesus, que aqui morremos todos! Ai Jesus, que aqui morremos todos!.. .
Outros bradavam: - Nossa Senhora nos valha! e rezavam o acto de contrição.
Houve até uma senhora que fez confissão geral e dizia em altas vozes: - Eu fiz isto, aquilo e aqueloutro! ...
Por fim, o sol parou e todos deram um suspiro de alívio. Está­vamos vivos e houvera o milagre que as crianças tinham anun­ciado 
Sim, dera-se o milagre e não foram só os olhos dos simples e dos humildes que o contemplaram; mas toda a multidão (setenta mil
pessoas) ali aglomeradas, crentes e descrentes, dão testemunho do facto singular.
Era uma Senhora mais Brilhante que o Sol
Pe. João M. de Marchi, I.M.C

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