quinta-feira, 22 de junho de 2017

Meditação - Mês do Sagrado Coração de Jesus - 22º dia


Vamos ao Altar; ali acharemos o Coração de Jesus dando-se a nós


    Assim como Jesus nasceu de Maria em Belém, assim nasce todos os dias sacramentalmente entre as mãos do sacerdote, na Missa, no momento da consagração. Sim, pela virtude das palavras sagradas, o padre muda o pão e o vinho no corpo e no sangue de Jesus Cristo; ela manda a Jesus vir do céu sobre o altar e este Coração manso e humilde obedece, sem resistir nunca. Assim então o Sagrado Coração se acha perpetuamente entre nós, segundo esta consoladora promessa do Senhor: Meus olhos e meu Coração estarão ali todos os dias, ao santo sacrifício da Missa é que devemos isto.

Dia 22 de junho dia de São Paulino, Bispo e confessor


 São Paulino nasceu no ano de 355, na cidade de Bordeaux, na França. Seu pai era um alto funcionário imperial e toda a família ocupava posição de destaque na economia e na corte. Antes de tornar-se religioso, o próprio Paulino foi cônsul e substituiu o governador da Campânia. Nessa posição, manteve contato com o bispo Ambrósio, de Milão, bem como com o jovem Agostinho, que se tornara bispo de Hipona, os quais o encaminharam à conversão. Assim, aos vinte e cinco anos de idade Paulino foi batizado. Um ano antes tinha se casado com Terásia, uma cristã espanhola que também o influenciou a aprofundar-se nos ensinamentos do Evangelho. Quando perderam, ainda criança, o único filho, Celso, os dois resolveram abandonar de vez a vida social e abraçar a vida monástica. De comum acordo, dividiram as grandes riquezas que possuíam com os pobres e as obras de caridade voltadas para o atendimento de doentes e desamparados e se dirigiram para a Catalunha, na Espanha. Pouco tempo depois, Paulino, que se tornara conhecido e estimado por todo o povo, encaminhou ao bispo um pedido para que este o ordenasse sacerdote. O que aconteceu, além de ser convidado a participar do clero local ou, se preferisse, ingressar no de Milão, mas recusou a ambos. Queria, de verdade, uma vida de monge recluso, por isso mudou-se para a Campânia, onde a família ainda tinha como propriedade o túmulo de um mártir, são Félix. Paulino começou a construir ali um santuário para o santo, e ao mesmo tempo fez levantar uma hospedaria para os peregrinos pobres. Em seguida, transformou um dos andares em mosteiro e deu início a uma comunidade religiosa formada por ele, a esposa e alguns amigos. A principal característica desses monges era a comunicação feita somente por meio de correspondência escrita. Foram cinqüenta e uma cartas dirigidas aos amigos e personalidades do mundo cristão, entre eles Agostinho, o bispo de Hipona. Paulino revelou-se um grande poeta, escritor e pregador, foi uma figura tão brilhante quanto humilde. Entretanto a vida calma que almejara quando abdicou de sua condição de herdeiro político de bons cargos no Império Romano para levar uma vida pobre em dinheiro e poder, mas rica em fé e dignidade, terminaria em 409. Na ocasião, foi eleito e consagrado bispo de Nola, diocese de Nápoles, cargo que ocupou até morrer no ano 431, um ano após a morte do amigo e companheiro Agostinho, hoje também santo e doutor da Igreja.
Fonte: Escravas de Maria

terça-feira, 20 de junho de 2017

Meditação – Mês Sagrado Coração de Jesus – 20º dia

Vamos ao calvário, ali acharemos o Coração de Jesus morrendo por todos.

    Aproxima-se a hora da morte de Jesus. Contempla-o, alma cristã, seus olhos se obscurecem, sua bela face empalidece, seu Coração bate mais lentamente, seu corpo sagrado abandona-se a morte. Jesus vai pois dar o último suspiro. Vinde, anjos do céu, vinde assistir a morte do vosso Deus. E vós, ó Maria, Mãe das dores, aproximai-vos da Cruz, erguei os olhos para Vosso Filho, que vai expirar. Já nosso Redentor permite que a morte venha feri-lo: “Vem, ó morte, diz-lhe, faze teu ofício, corta-me o fio da vida e salva minhas ovelhas.” Nesse momento a terra treme, os túmulos se abrem, o véu do templo rasga-se. Logo, abatido pela violência das dores, o Salvador sente desfalecer suas forças; o calor natural o desampara; sua respiração para; seu corpo se alue; ele solta de seu Coração aflito um profundo suspiro; sua cabeça cai sobre o peito, abre a boca e expira! Sai, ó bela alma de meu Salvador, sai e vai nos abrir o paraíso até agora fechado para nós. As pessoas presentes, observando que ele não faz mais movimento, dizem “Ele morreu! Ele está morto!”. Maria ouve estas palavras e diz a seu turno: “Ah! Meu Filho está morto!” Ele morreu! Ai! Quem morreu? O autor da vida, ó Filho único de Deus, o Senhor do universo. Ó morte, que assombra os céus e pasma a natureza! Um Deus morrer por suas criaturas! Ai! Quem então o conduziu a morte? É seu Coração, é seu amor. Ó caridade infinita! Um Deus que se imola inteiramente, sacrifica suas delícias, sua honra, seu sangue, sua vida, por quem? Pelas criaturas ingratas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Meditação - Mês do Sagrado Coração de Jesus - 19º dia



Meditações – Mês do Sagrado Coração de Jesus – 19º dia 
Vamos ao Calvário; ali acharemos o Coração de Jesus abandonado de todos

    São Lourenço Justiniano diz que a morte de Jesus Cristo foi mais amarga e dolorosa que era possível; porque Nosso Senhor morreu na Cruz sem receber o menor alívio. Nos outros pacientes, a pena é sempre mitigada, ao menos por algum pensamento consolador; mas ao Coração de Jesus moribundo, não vejo senão dor pura, tristeza pura, sem alívio algum. O que principalmente angustia este Coração tão amante, e o abandono em que se acha; disto se queixa Jesus pela boca do Salmista: Busquei alguém que me consolaste e não encontrei. Que digo? No momento mesmo em que ele ia expirar, os Judeus e os Romanos lançavam contra ele maldições e blasfêmias. É verdade que Maria se conservava ao pé da Cruz, a fim de lhe procurar algum alívio, se pudesse mas esta terna Mãe, por sua aflição, contribuía antes para aumentar a pena de seu Filho do que para diminui-la. São Bernardo diz que as dores de Maria não fizeram senão afligir mais o Coração de Jesus. Por quanto, Nosso Salvador, vendo a Maria entregue a tão profunda dor, sentia ainda mais vivamente a pena de sua Mãe que seus próprios padecimentos; de sorte que se pode dizer que Jesus sofreu mais no seu Coração do que no seu corpo. Ah! Quem poderia toda a amargura que encheu os Corações tão ternos de Jesus e Maria, principalmente no momento em que o Filho, antes de expirar, despediu-se de sua Mãe! Eis aqui as últimas palavras que Jesus dirigiu neste mundo a Maria: Mulher, eis aqui vosso Filho. Por esta palavra “filho”, ele designava São João e nele todos os fiéis.
    Jesus não achando ninguém na terra que o consolasse, elevou seus olhos e seu Coração para seu Pai, a fim de lhe pedir consolação; mas o Pai Eterno, vendo seu divino Filho sob a forma de pecador, disse-lhe: “Não, meu Filho, não posso te consolar, pois que satisfazes agora a minha justiça por todos os pecados dos homens; justo é que eu te abandone a todos os padecimentos, e te deixe morrer sem alivio.”  Então foi que Nosso Salvador proferiu estas palavras: “Meu Deus, meu Deus, porque me haveis abandonado?” Ó cruel abandono para o Coração de Jesus!

domingo, 18 de junho de 2017

Meditação - Mês do Sagrado Coração de Jesus - 18º dia

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Vamos a Jerusalém, ali acharemos o Coração de Jesus aceitando a Cruz


    Jesus não esperou que a Cruz lhe fosse imposta pelos algozes; estendendo as mãos, ele a tomou com pressa, e a pôs sobre os ombros cobertos de chagas. "Vem, diz ele então, vem querida Cruz, há trinta e três anos que suspiro por ti e te busco; eu te abraço, eu te aperto contra meu Coração, pois tu és o altar do qual resolvi sacrificar minha vida por minhas ovelhas".

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Festa do Corpus Christi


Corpus Christi é uma expressão latina que significa Corpo de Cristo, é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. Realiza-se na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. 

A origem de Corpus Christi 

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque (Juliana de Liège, nasceu entre 1191 e 1192 . Órfã aos cinco anos, foi confiada aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont-Cornillon. "Aos 16 anos teve a primeira visão, que após repetiu-se mais vezes nas suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua no seu pleno esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor a fez compreender o significado disso que lhe havia aparecido). Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

Meditações - Mês do Sagrado Coração de Jesus


Com o temor e tédio, o Coração de Jesus começou a experimentar grande tristeza; Coepit moestus esse. Mas, Senhor, vós é que dáveis a vossos mártires tão grande alegria nos seus padecimentos, de modo que desprezavam os tormentos e a morte! São Vicente falava com tanta alegria durante seu martírio, que parecia que ele falava mas outro o que sofria. Conta-se de S. Lourenço  que, ardendo na grelha, experimentava tal consolação, que desafiava o tirano e lhe bradava: Vira-me e come. A visto disto, ó Coração de meu Jesus, como é que vós,que destes a vossos servos tão grande alegria nos seus suplícios, coube nos vossos tão amarga tristeza? Ah! Eu o compreendo: um Deus continuamente ofendido, a multidão de nossos pecados, nossa insensibilidade, tais foram as causa desta profunda aflição.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Coração de Jesus pede reparação


O Coração de Jesus pede reparação.
Não podemos negar que a santa Igreja cerca o tabernáculo de todo o carinho. O que ela possui de mais rico em cerimônias, de mais belo em poesia e música, coloca-o ao serviço do Santíssimo Sacramento. Com Santo Tomás de Aquino, diz aos seus filhos:

Quanto podes, tanto o louva;
pois Ele excede o louvor,
nem tu bem louvá-lO podes.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Santo Antônio


Santo Antônio nasceu em Lisboa no dia 15 de agosto de 1195. Foi batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Aos 19 anos entrou para o mosteiro dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, em Lisboa. Dois anos depois, vai para Coimbra e fica lá por 10 anos se aprimorando no conhecimento intelectual.
Em Coimbra foi ordenado sacerdote. Tinha o dom da palavra e força na pregação.
Em Coimbra ele conheceu os Frades Franciscanos e se entusiasmou pelo fervor e radicalidade com que viviam o Evangelho. Ao ver na Praça de Coimbra os corpos de 5 franciscanos martirizados em Marrocos por anunciarem o Evangelho, se sente tocando profundamente, tanto que pede para se tornar Franciscano. No dia de receber o hábito franciscano mudou o nome para Frei Antônio.
Em seu ardor missionário faz o pedido para ir à Marrocos pregar o Evangelho, disposto também a dar a vida por Jesus Cristo. Mas durante a viagem fica muito doente e é obrigado a voltar. Na viagem de volta o barco onde estava foi atingido por uma forte tempestade que desviou a rota, e ele vai parar na Itália.
Santo Antônio conheceu pessoalmente São Francisco de Assis, que por seu conhecimento teológico o colocou responsável pela formação dos frades. Após a morte de São Francisco, é Santo Antônio que vai à Roma apresentar ao Papa Gregório IX a Regra da Ordem Franciscana.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sacrifício



Amadíssimas filhas, esta palavra assusta - sacrifício -; porém esta é a lei do verdadeiro amor, e o verdadeiro amor, que obriga a abraçar esta lei, contrária a vontade do homem, pois o amor só é saciado nesta lei do sacrifício. 

Ouço muitas vezes dizerem-Me: Senhor, como gostar do amargo? O que dizer a estas almas? Para estas almas é necessário que o amargor das penas seja envolto com o Meu exemplo. 

O que se passou na Minha vida de Redentor, desde o seio de Maria até os últimos momentos, foi uma vida de sacrifícios, porque sofri no seio de Maria, tendo que conter os ímpetos do Meu coração ardente, que desejavam, irradiar-se, mostrando aos homens Minha missão salvadora! Portanto, Minha vida foi ininterrupta de sofrimentos! 

sexta-feira, 26 de maio de 2017



Pastorinho, só, está penando,
privado de prazer e de contento,
Posto na pastorinha o pensamento,
Seu peito de amor ferido, pranteando.

Não chora por tê-lo o amor chagado,
Que não lhe dói o ver-se assim dorido,
Embora o coração esteja ferido,
Mas chora por pensar que é olvidado.

Que só o pensar que está esquecido
Por sua bela pastora, é dor tamanha,
Que se deixa maltratar em terra estranha,
Seu peito por amor mui dolorido.

E disse o Pastorinho: Ai, desditado!
De quem do meu amor se faz ausente
E não quer gozar de mim presente!
Seu peito por amor tão magoado!

Passado tempo em árvore subido
Ali seus belos braços alargou,
E preso a eles o Pastor ali ficou,
Seu peito por amor mui dolorido.

S. João da Cruz

- O Pastorinho é Jesus;
- A pastorinha é a alma humana;
- A terra estranha é esta terra, chamada pelos místicos de exílio; aqui o santo faz referência à Encarnação de Jesus;
- A árvore é a Cruz.